diary pages #61


Hi teddy bears,
Hoje nem sei por onde começar. Acho que começo pelo Miles. Meteu conversa comigo ontem, não sei com que objetivo. Eu, como pessoa sempre simpatica que sou, respondia-lhe. É um defeito/qualidade que tenho: nunca consigo deixar alguém sem uma resposta minha.
Além disto, ontem ainda pensei mandar uma mensagem ao Toby, para resolvermos tudo. É complicado passar por ele e agirmos como se fossemos dois desconhecidos. Acima de tudo, tivemos uma amizade, e não queria perder isso. Mas eu neste momento preciso da paz que sinto, e voltar à nossa amizade não ia ajudar a que isso acontecesse.
Ainda ontem, ao final da manhã, quando estava com amigos meus à espera do autocarro, o Rupert veio até à nossa beira. Contou-nos que tinha ido na visita de estudo a Mafra, e que a turma do Toby ia na mesma camioneta que ele. Acrescentou que quase iam ter um acidente e eu, para não variar, mandei aquela piadas do genero "Ele podia ter ficado lá", e esse tipo de coisa. Depois o Rupert continuou e disse que a J. o salvou de não sei o quê, já nem me recordo. A J. é uma rapariga que, no 10º ano, quando eu namorava com o Lenny, tentou separar-nos e que, por acaso, o Rupert (que era o meu melhor amigo) nem se dava bem com ela. Agora, passados dois anos, são os melhores amigos. Mas continuando, devido a esses problemas que tive com ela no passado, e devido à minha veia "cómica", disse "Já não gostava dela, agora ainda gosto menos", pelo facto desse "salvamento" ao Toby. O problema é que ainda não aprendi que ainda há quem não saiba quando estou a brincar, e acabo por levar com merdas em cima por causa disso. Pois é, hoje a J. chamou-me para perguntar o que eu tinha contra ela. Primeiro, fiquei parva por o Rupert lhe ter ido contar o que eu disse. Segundo, fiquei ainda mais parva por ele afinal não me conhecer assim tão bem. E terceiro, lidar com isto tudo e ainda ter de lhe explicar que estava a brincar. Ainda pensei em, depois, mandar uma mensagem ao Rupert a dizer-lhe a desilusão que sentia mas não quero problemas nesta altura, tal como disse, quero paz!
Juntar a isto as saudades do Peter, ainda piora tudo. Eu quero fazer-me de forte, mas não dá para sê-lo a toda a hora, e torna-se cada vez mais dificil pensar no Peter, vê-lo, recordá-lo.
E sinto-me sozinha! Porque a única pessoa que sabe de tudo isto que sinto, por vezes deixa-me encarregue a mim mesma. Faz-me pensar que nem vale a pena contar-lhe o que penso porque se é algo que ela não concorda, nem se dá ao trabalho de me ajudar. Eu não sou assim tão forte, porra! Eu sou frágil, por trás deste ar de durona. Também preciso de sentir-me apoiada, preciso de saber que está alguém do meu lado, principalmente agora. Não preciso de recriminações.
With affection,
mary anne 

1 sweets:

{ Violeta Santos } | terça-feira, 15 janeiro, 2013 disse...

Tiveste um dia mesmo em grande, compreendo-te imenso na parte em que falas que só contaste a uma pessoa e essa pessoa nem te dá o mínimo apoio por não concordar ou por não perceber o que sentes, eu bem sei o que isso é... Acabei por perder uma amizade à conta disso, acabei mesmo por me afastar, e partir daquele momento não só me afastei dela como afastei-me de tudo e todos e já não consigo confiar em ninguém.
Muita força querida *

 

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